10/11/10

a história da Maria Castanha


HISTÓRIA DA MARIA CASTANHA



O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac – debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.

Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.

- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .

- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?

- Quero.

Foram brincar ao jogo do apanhar.

A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!

- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.

Pimba!

O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.

A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.

- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.

- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.

E os outros ajudaram também.

Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.

- onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.

- Foram à procura de emprego.

- E tu?

- Vinha à procura de amigos.

- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.

- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.

E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.

Depois, disse:

- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?

- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.

- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.

- Pois vais saber como é bom.

E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.

Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!

- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.

- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.

Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.

E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.

- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.

- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.

É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

Autor: Maria Isabel Mendonça Soares,” Contos no Jardim”.

09/11/10

Provérbios do S. Martinho

Provérbios relativos a S. Martinho

  1. Em dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho

No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho

No dia de S. Martinho mata o teu porco e faz o teu vinho

No dia de S. Martinho vai à adega e prova o (teu) vinho

No dia de S. Martinho, abre o teu pipo e prova do teu vinho

No dia de S. Martinho, assa as castanhas e molha-as com vinho

No dia de S. Martinho, encerra o porquinho, souta o soutinho e prova o teu vinho


Pelo S. Martinho, abatoca o teu vinho

Pelo S. Martinho, comem-se as castanhas e prova-se o vinho

Pelo S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho

Pelo S. Martinho, abatoca o teu pipinho

Pelo S. Martinho, deixa a água para o moinho

Pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho

Pelo S. Martinho, mata o porco e semeia o cebolinho

Pelo S. Martinho, mata teu porco e bebe o teu vinho

Pelo S. Martinho, nem nabo, nem cabacinho

Pelo S. Martinho, prova o teu vinho; ao cabo de um ano já te não faz dano

Pelo S. Martinho, semeia a fava e o linho

Pelo S. Martinho, semeia o teu cebolinho

Por S. Martinho, todo o mosto é bom vinho

Por S. Martinho, nem favas nem vinho

Queres espantar o vizinho? Lavra e estruma no S. Martinho

Se o Inverno não erra o caminho tê-lo-eis no S. Martinho

Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho

Vindima em Outubro que S. Martinho to dirá.

Castanhas quentinhas

LETRA DA CANÇÃO

Castanhas, castanhas
Castanhas, castanhas, assadinhas com sal, quentinhas, quentinhas, que não te façam mal.
Saltitam, crepitam, toma lá e dá cá. São Martinho sem vinho e castanhas não há.

08/11/10

à volta do S. Martinho




A história de S. Martinho

Diz a lenda que Martinho, nascido na Hungria em 316, era um soldado. Era filho de um soldado romano. O seu nome foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e protector dos soldados. Aos 15 anos vai para Pavia (Itália). Em França abraçou a vida sacerdotal, sendo famoso como pregador. Foi bispo de Tous.

Certo dia de Novembro, muito frio e chuvoso, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola.

Como nada tivesse, Martinho, sem hesitar, pegou na espada e cortou a sua capa de soldado ao meio, dando uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar, ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.

Daí que esperemos, todos os anos, o Verão de S. Martinho. E a verdade é que S. Martinho raramente nos decepciona. Em sua homenagem, comemoramos o dia 11 Novembro com as primeiras castanhas do ano, acompanhadas de vinho novo. É o Magusto, que faz parte das tradições do nosso país.

Depois de ouvirmos a história o que fizemos...

Na Expressão motora




na Matemática



Na expressão oral aprendemos


uma poesia e um travalinguas





O burrinho de S. Martinho



Arre burrinho


para casa do padrinho


levar o azeite


e trazer o vinho.


Arre burrinho


para S. Martinho


carregadinho


de pão e vinho.





Na expressão musical aprendemos a canção



Castanhas, castanhas,
assadinhas com sal,
quentinhas, quentinhas,
que não te façam mal.

Saltitam, crepitam,
toma lá e dá cá.
São Martinho sem vinho
e castanhas não há
.


e outra muito gira ora cantem














TRAVA-LÍNGUAS
Descasca a castanha
muito bem descascadinha.
Verás que, dentro da casca,
há outra casca castanha clarinha.

04/11/10

A Educação Sexual no Jardim de Infância e a história - Para onde foi o Zézinho? clica aqui e vê a história em família


No ingresso ao Jardim-de-infância dá-se o tempo certo para o começo da formação sexual na escola, uma vez que até aos três anos essa aprendizagem "é essencialmente dependente das figuras de apego da criança" (Vaz p 89).




A idade pré-escolar é,por assim dizer, a idade ideal para o início da construção destas aprendizagens. É através da abordagem de temas transversais como a educação sexual, educação para a saúde,educação multicultural entre outras, que se adquire um espírito crítico e interiorização de valores que contribuem para a educação para a cidadania, cujos conhecimentos e atitudes
se deverão iniciar na idade pré-escolar.



TRABALHO A DESENVOLVER NA SALA


  • Identificar as diferentes partes do corpo e usar vocabulário adequado para as nomear
Execução de jogos e canções enunciando as
diferentes partes do corpo (eu mexo um
dedo; tenho olhos para ver; o rei manda;
salto, salto; a cabeça para dentro)...;


  • Reconhecer as principais diferenças existentes entre o corpo dos meninos e
    das meninas;
    Disponibilização e apresentação de livros
    ilustrados onde estejam representados o
    corpo feminino e masculino, salientando as
    diferenças físicas
  • Conhecer e comparar as diferentes formas de reprodução (humana, animal
    e vegetal);
Visionamento de imagem e conto da história Para onde foi o zézinho?
Texto livre e representação Gráfica

ora vejam o que dissemos....

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O corpo humano..os sentidos e as expressões





O que é Imagem Corporal?




A imagem pode ser visual, motora, auditiva, táctil, entre outras.

Durante os anos pré-escolares a criança desenvolve de forma acentuada o seu conceito a respeito da imagem corporal. Com um pensamento e uma linguagem mais abrangente, começa a reconhecer que a aparência das pessoas pode ser mais ou menos desejável e as diferenças de cor ou raça. Ela conhece o significado das palavras "bonito" e "feio" e reflecte a opinião que os outros têm a respeito de sua aparência. Aos cinco anos, por exemplo, a criança já compara a sua altura com a dos seus pares e pode dar-se conta de ser alta ou baixa.

O desenho da figura humana expressa as funções adquiridas pela criança durante o seu desenvolvimento, dentro de um senso comum (onde todos os indivíduos passam pelas mesmas fases de desenvolvimento), dentro de uma realidade infinita e finita.
A realidade infinita é tudo o que eu posso idealizar e que não dá para ser expressa numa folha de papel, e a finita é a que pode ser representada até mesmo graficamente.

Quando uma criança desenha, coloca no traçado toda uma ideia, um desejo, uma aprendizagem, e por isso o adulto deve ter uma análise muito cautelosa e observadora para a mensagem gráfica.

Nas perguntas feitas sobre o que a criança desenhou, os elogios são muito importantes, já que para a criança, o seu desenho é claro na representação do seu pensamento. As críticas feitas, podem bloquear toda a criatividade de uma criança, no acto de desenhar.


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alguns conselhos..............

Quando uma criança desenha, coloca no traçado toda uma ideia, um desejo, uma aprendizagem, e por isso o adulto deve ter uma análise muito cautelosa e observadora para a mensagem gráfica.

Nas perguntas feitas sobre o que a criança desenhou, os elogios são muito importantes, já que para a criança, seu desenho é claro na representação de seu pensamento. As críticas feitas, podem bloquear toda a criatividade de uma criança, no acto de desenhar.

03/11/10

O Conhecimento do mundo e os sabores dos alimentos


É na Educação na infância que a alimentação da criança pode e deve adequar-se a alimentação dos adultos de sua casa e é neste ponto em que a escola pode agir, pois, é nesta fase que a criança está desenvolvendo os seus sentidos e diversificando os sabores, e com isso formando suas próprias preferências.


HOJE falamos das árvores..das frutas da época..dos sabores ..provamos açúcar e muito mais vejam....só o que fizemos

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COMO É ALTURA ALGUMAS ÁRVORES ESTÃO CARREGADAS DE FRUTOS DA ÉPOCA



No tempo da cozinha pedagógica fizemos hoje ...



O DOCINHO DE AMEIXA na máquina do pão



RECEITA

2 KILOS DE AMEIXAS DESCASCADAS E SEM CAROÇO
1,800KL DE AÇUCAR


1 PAU DE CANELA

CASCAS DE LIMÃO

DEITA TUDO NUM

TACHO ,,,,,,E LEVA AO LUME ATÉ FICAR PONTO ESTRADA!

RETIRA DO LUME DEITA SE EM FRASCOS ESTERILIZADOS


amanhã vamos fazer pão par provar este delicioso doce