21/03/11

O que fizemos no dia Mundial da Poesia










“Encontrei a poesia antes de saber que havia literatura. Pensava que os poemas não eram escritos por ninguém, que existiam em si mesmos, que eram como que um elemento natural, que estavam suspensos, imanentes. E que bastaria estar quieta, calada e atenta para os ouvir. (…)
Deixar que o poema se diga por si, sem intervenção minha (ou sem intervenção que eu veja), como quem segue um ditado (que ora é mais nítido, ora mais confuso), é a minha maneira de escrever. (…)”
Sophia de Mello Breyner Andresen


Depois de ler este texto começamos a falar das palavras da Primavera e o que era novidade
nesta estação do ano.





fomos apanhar flores e dançamos



já na sala vimos como era flor..a sua cor..cheiramos e falamos da sua importância para as abelhas, borboleta e outros insectosdesenhamos o que tinhamos visto e imaginado no passeio pelo nosso jardim


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Dia Mundial da poesia

“ Sei que a poesia não se explica, a poesia implica, como costuma dizer a minha amiga Sophia de Mello Breyner. Sei que a energia, como diz o meu amigo Herberto Hélder, é a essência do mundo e que “os ritmos em que se exprime constituem a forma do mundo”. Sei, como o poeta russo Mandelstan que “escrever é um acontecimento cósmico”. E que cada palavra é um pedaço do universo. Ou como dizia Klebnikov: “Na natureza da palavra viva, esconde-se a matéria luminosa do universo”. Talvez tudo isto seja a poesia. Ou talvez ela não seja mais do que o primeiro verso, aquele que nos é dado, como sempre dizia Miguel Torga, porque os outros têm de ser conquistados. Talvez tudo esteja nesse primeiro verso, que é o instante da revelação e da relação mágica com o mundo através da palavra poética. Talvez o poeta, afinal, não seja muito diferente daquele sujeito que vemos nas tribos primitivas, de plumas na cabeça, repetindo palavras mágicas enquanto dança e pula ao ritmo de um tambor. O poeta é esse feiticeiro. Dança com as palavras ao som de um ritmo que só ele entende. Ou é talvez o adivinho. (…)


Manuel Alegre, texto escrito e lido durante uma sessão consagrada “ Trinta Anos de Poesia” na Faculdade de Letras da Universidade. Católica, Maio de 1996.

A Primavera chegou ...Uma manhã diferente fomos fazer chi kung debaixo da maior árvore da nossa escola







Equinócio é quando as horas do dia e da noite são iguais. Depois do frio do inverno, época de recolhimento, vem a primavera anunciando que podemos recomeçar, sair para fora, pois já não há o frio que impossibilita de sair e sair significa novos contactos, observar a realidade e o renascer das sementes e se preparar para muito trabalho.


Semear na primavera, amadurecer no verão, colher no outono e descansar no inverno: nascimento, juventude, maturidade e velhice. Essa é a lição da natureza.


Essas forças que comandam a natureza, comandam também as forças dos seres humanos.




O homem na busca da tecnologia distanciou-se da natureza deixando de aproveitar as forças telúricas e cósmicas e com isso tornou-se cansado, nostálgico e insatisfeito mais do que em qualquer outra época.
A força da primavera mostra que não estamos mais limitados, ela nos traz a compreensão da força invisível da natureza, onde iniciamos novos projectos e buscamos novos interesses, porque também é a época da novidade e da surpresa, de ver o que a natureza traz de novo, é o tempo de despertar para a vida.



depois da nossa actividade de chi kung fomos ver o que a natureza nos trouxe de novo no nosso espaço exterior, apanhamos flores, galhos de árvores ouvimos os passarinhos enfim foi uma manhã diferente.

Chegou a Primavera